Eu, a Corrida e as Dores

Corro desde 2011 e, de lá pra cá, a corrida e as dores fazem parte da minha vida. Já tive desde pequenas a grandes lesões.

A maioria das dores aparece depois de um treino mais forte ou alguma nova distância alcançada. A origem delas pode ser devido a minha falta de fortalecimento muscular ou mesmo a imprudência de correr sem seguir uma rotina de treinos.

Desde que entrei na Speed Assessoria Esportiva, em janeiro de 2013, só treinava o que a planilha sugeria e o resultado foi excelente, nenhum problema apareceu. Entretanto, depois que corri a Golden Four fiquei uma semana parado, me recuperando e sem planilha. Como não conseguia ficar parado, na semana seguinte fui me aventurar em uma outra corrida.

Pode faltar água na geladeira, mas não posso esquecer da bolsa de gel.
Pode faltar água na geladeira, mas não posso esquecer de gelar a bolsa de gel

Porém, nesta corrida, forcei mais do que podia e ganhei uma bela lesão no pé direito. Fui ao ortopedista, tomei anti-inflamatório e coloquei muito gelo. Depois de alguns dias de repouso e me sentido melhor, fui ter a ideia de correr a Corrida da Ponte. Completei a prova bem, mas estou desde então (3 semanas) tentando me livrar da mesma dor no pé.

Fico me questionando, até aonde devo me esforçar em um treino? Até aonde devo me sacrificar para participar de uma prova?

Todo fim de semana, quando vejo nas redes sociais os amigos postando suas medalhas, seus treinos e suas conquistas, fico com uma inveja (boa) querendo correr, mas sem poder.

Essa lesão me fez refletir e chegar à conclusão que devo ter muita paciência com minhas dores, focar no fortalecimento muscular, respeitar os treinos e principalmente aceitar que cada pessoa é diferente da outra.

Se seu amigo corre mais rápido ou mais quilômetros que você, tenha paciência, com muito treino você também chegará lá e alcançará suas metas. Não estrague todo seu treino por impaciência ou ansiedade. Além, claro, de buscar um acompanhamento médico. Essa é a minha dica.

Procurando como me livrar das dores encontrei alguns posts interessantes sobre o assunto:

Correr Vicia – Fisioterapia, Paciência e Prudência

Divas Que Correm – Da Fisgada à Lesão

Eu Atleta – Overtraining

O2 – Passo a Passo para o Fim das Dores

E vocês, como lidam com as lesões e a falta da corrida?

10 Comentários

  1. Estou a 5 semanas parada por conta de duas fraturas por estresse uma em cada tíbia…pelo menos sou simétrica…hehehe. É muito difícil ficar parada e concordo com tudo o que vc escreveu. Desde que comecei a correr com a assessoria senti vontade de ser mais rápida, rápida como meus colegas de treino e peguei pesado demais. E, erro mortal, não respeitei meu corpo quando senti as primeiras dores nas canelas. Agora é paciência e muito fortalecimento muscular pra voltar mais forte e mais consciente tb. Boa recuperação.

    • Carolina é realmente isso que você falou. Só porque em um treino fomos bem e saímos ilesos não quer dizer que podemos abusar.
      Já estou conseguindo trotar, agora é ter paciência.

      Boa recuperação e se cuida.

      Abraços.

  2. Vitor,

    Primeiramente, desejo boa recuperação e breve retorno aos treinos e provas.

    Concordo contigo sobre o fato de que “cada pessoa é diferente da outra”, ou seja, cada um tem sua condição física, seu ritmo, seu volume de treino. E que os “atalhos” são perigosos, é preferível um crescimento lento mas consistente a um avanço abrupto e descontínuo.

    Para mim, em conjunto com o aumento do volume de treinos, um ponto muito importante tem sido o trabalho de fortalecimento muscular. Acho que vale a pena…

    Abraços e boa recuperação.
    Brunno – http://movidoaendorfina.wordpress.com

  3. Eu me lesionei em outubro de 2011, já tinha resistência nos longos e resolvi encarar a subida da Vista Chinesa. Fiz 11km de subidas e descidas, lindo. Isso foi no domingo e nessa mesma semana teria um feriado, repeti o mesmo treino. Depois do treino uma fisgada apareceu, no dia seguinte eu já não conseguia ficar sentada e descer escada era uma tortura. Lesão na coluna, um filhote de hénia que venho tratando com muita calma e cuidado desde então. Foram 15 dias de licença, 2 meses no estaleiro. O ortopedista me liberou para uma caminhada, fiquei tão feliz que caminhei 21km em 3h. Nunca mais tive crise alguma, nem depois do Desafio do Pateta e nem depois das Ultras. E olha que o desafio do Pateta foi surpresa do Sergio, eu estava inscrita e nem sabia. Só tinha 2 meses para treinar para minha 1ª Maratona, depois de correr 21km no dia anterior. Acho que a lesão se assustou!
    Sergio tem o mesmo problema, mas o dele só se apresentou depois do Desafio do Pateta. Agora ele fraturou o braço, no início de março e eu estou rezando para que essa uruca saia de cima dele o mais rápido possível.
    Com paciência, com respeito ao seu corpo, com mais treinamento e menos competições … tudo isso vai te fortalecendo.

    Boa recuperação, um beijo para vc e para Ursula.

    Tinha representante do Corrida Urbana no treinão do Pulso, eu ví.

    • Drica, a maioria das vezes as lesões aparecem por causa dessa nossa fome de querer correr correr correr. Até que o corpo não aguenta e sifu.

      Essa de desafio do pateta no susto foi boa. rs

      Melhoras pro Sérgio, rapidinho ele está de volta.

      No treino do pulso foi o Edson que estava lá.

      Abraços.

  4. Antes da Corrida da Ponte, eu estava com Overtraining e ele se manifestava em forma de febre, minha carga de treinamento estava grande e eu forçando cada vez mais e cortando algumas coisas da alimentação, aí meu amigo, o resultado foi o corpo reagir em febre atrás de febre e nenhum exame dizia nada…
    Depois da Ponte fiquei 1 semana parado e voltei a me alimentar melhor, não tive mais problemas nenhum com febre… fica a dica tb!!!

  5. oi victor, melhoras!
    cara, sei exatamente o que você está sentindo. tenho a mesma dor no pé direito e meus joelhos reclamam quando forço muito (tem dia que é um, tem dia que é outro… hehe). com isso eu faço treinos leves e evito correr mais do que 10k. assim tenho conseguido manter um ritmo legal, mas tem hora que acabo forçando e tenho que ficar um tempo sem correr também. dá vontade vendo as outras pessoas correrem, mas realmente é preciso saber respeitar e sentir seu próprio corpo e seus limites.

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