De baladeira a atleta, descobrindo o que realmente faz bem!

Pessoal, a personagem da coluna Histórias de Corredor desta vez é uma menina que esbanja alegria e simpatia por onde passa. Conheçam a história da Jaqueline.

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Oi galera! Meu nome é Jaqueline, mais conhecida como “Pink”, meu apelido desde sempre, por eu amar essa cor. Alguns já devem me conhecer pelas bagunças que a minha galera fazemos nas corridas, e como estou sempre lá como chefe (risos) acabei ficando um pouco conhecida pela galera running.

Mas o que ninguém sabe é que antes disso tudo eu fui a pessoa mais baladeira que alguém já pode conhecer na vida. Eu tinha uma vida nada estável, bebia muito e sempre ,em todos esses momentos, eu achava que era feliz. Gostava tanto da noite que cheguei a trabalhar com isso por muito tempo, eram pagodes, raves, shows, barzinho e qualquer coisa que tivesse álcool e musica eu certamente estaria lá. Facilmente eu seria encontrada em qualquer balada da Barra ou desse Brasil. Eu era uma espécie de Disk nigth. Qual é a boa da night de hoje? Esses tipos de coisas.E claro a bebida estava sempre a me acompanhar.

Sempre tive a sorte de ser magra e comer de tudo. Não mudei de peso ou precisei perder peso pra mudar minha vida, eu precisava de algo que desse sentido a minha vida ,algo que me completasse de verdade, algo que eu ainda não havia experimentado e que me guiaria em um novo destino em uma nova direção. Estava sempre em busca, mas parecia que nunca iria encontrar.

Posso dizer que procurei bastante (risos), mas não encontrava e vocês sabem por quê? Porque eu estava procurando no lugar errado. Não era, ali não era na noite que eu me encontraria de verdade. Demorei muito tempo pra descobrir isso.

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Estava tudo a um palmo do meu nariz e eu não havia visto, e então eis que houve a primeira corrida na Rocinha e fui chamada para trabalhar ai me vi obrigada a madrugar para recepcionar os convidados numa área que havia reservada aos organizadores e patrocinadores.

Enfim, eu já havia visto meu pai correndo, mas nunca tinha visto toda aquela empolgação. Era perfeito, toda aquela galera gritando e aplaudindo. Achei lindo, me deixou empolgada e emocionada. Então falei ao meu pai da emoção que senti e ele disse: vai ter outra Desafio da Paz apenas 5km, vamos treinar e você vai conseguir. Daí pensei: E por que não? Vamos lá. Treinei uma semaninha rápida, já estava em cima da prova.

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Não sou boa com datas, mas acho que foi 29/01/12 corri minha primeira corrida e senti todo aquele calor, aquela alegria, aquela energia na pele e mais ou menos no fim do 3 km a galera toda da equipe Rocinha estava voltando para me buscar. Achei aquilo incrível, que espírito de amizade, de companheirismo.

Estava sendo perfeito, desde então, fui tentando largar os empregos de balada porque comecei a correr muitas vezes virada chegava em casa domingo de manhã, às 5:30, tomava banho e prova. Ia competir virada e com garra.

Tinha certeza do que eu queria, claro que ao longo de algum tempo meu corpo começou a pedir descanso. Todas aquelas noites mal dormidas. 3 meias maratonas em 3 domingos seguidos. Aquilo estava acabando comigo eu precisava parar, eu tinha que escolher. O meu corpo implorava, ele não aguentava mais treinos pesados, competições e baladas a base de álcool.

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Cheguei a praticamente desistir, fiquei meses sem treinar porque eu queria, mas não tinha mais animo, mais força, mas meu pai e meus amigos running não desistiram de mim. Estavam sempre ali me dizendo o quanto eu era boa e o quanto eu estava crescendo e que eu não podia desistir.

Às vezes eu até achava chato, mas entendia que eles queriam o meu melhor e foi aí que depois de um bom tempo sem treinar, em maio voltei com tudo resolvi me dedicar arrumei um emprego de manhã e comecei a voltar a treinar aos poucos.

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Corri em São Paulo, mudei a alimentação e dentro de pouco tempo já pegava meu primeiro troféu na faixa etária da Rio Antigo. Esse seria o primeiro de muitos que ainda espero ganhar, não pra satisfazer meu ego, mas para todas aquelas pessoas que sempre acreditaram no meu potencial: a minha família, a minha equipe e os meus amigos.

Em 6 meses de dedicação conquistei 5 troféus. Pra mim uma grande realização. Uma vida nova cheia de novos sonhos e novas oportunidades. Um novo caminho, aquele que antes era o procurado, agora é o caminho que eu sigo, e pelas ruas vou correndo do trabalho pra casa, e a Rodrigo de Freitas agora tem uma ligação de amor, Aterro do Flamengo é Point de final de semana.

Em qualquer asfalto, em outros estados e seu Deus permitir, em outro país vou correndo vou vivendo e sou feliz, muito feliz por tudo aquilo que a corrida me proporciona. Não quero mais nada da vida, pois hoje em dia eu posso dizer que tenho tudo amor, felicidade e muito Running.

24 Comentários

  1. Podemos afirmar que a história da Jaqueline é de superação, eu fico feliz quando alguém toma uma atitude de mudar sua vida, e mudar radicalmente e para melhor! Ela é uma pessoa alegre, super alto astral, de bem com a vida, e estar sempre feliz no mundo das corridas. Parabéns e sucesso!

  2. Parabéns ! Sua história é meio parecida com a minha , preciso largar o alcool e treinar mais, já cheguei a sair de uma festa direto pra uma corrida , não deixo de beber pq tenho que correr no dia seguinte .
    Tenho que focar mais , talvez eu tb esteja procurando a felicidade onde não existe. Daqui pra frente vc será o meu exemplo .
    Mais uma vez PARABÉNS !!!

    • É isso ai Nivea,não dá pra se ter tudo que agente quer mais aos poucos com determinação e apoio agente vai se achando e vendo o melhor caminho espero te-la incentivado e quero ver vc sempre nas corridas sucesso pra nós nessa caminhada ou melhor nessas nossas loucas corridas por ai rsrs! 🙂

  3. Jaque eu já era seu admirador e depois desse relato virei seu fã de carteirinha. É isso que o esporte nos proporciona. Não existe droga melhor do que essa. CORRA SEMPRE. Um beijo.

  4. Lindo minha linda, fique emocionada mesmo viu e na torcida do melhor sempre para vc, filha do meu coração, sou orgulhosa por ter uma afilhada linda, que me contagiou com esse sorriso lindo desde a primeira vez que a vi , fé,foco e força nesse cabelão rsrrs…TE AMOOOOO!!

  5. Muito legal mesmo,que incrível,engraçado que eu achava o máximo quando eu bebia álcool,eu dizia e me orgulhava que ninguém bebia mais do que eu,hoje prefiro desafiar amigos e parentes ao novo rítimo de vida que é correr e com meus depoimentos e postagens,ja estou trazendo alguns para treinos no Engenhão,e até mesmo pra corridas de rua,parabéns Jaqueline Pink, pela lição de vida e pelos belos resultados….

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