5 erros na alimentação que os corredores cometem

Ao ver um corredor na rua, pensamos logo que deve ser uma pessoa que se preocupa com a saúde. Mas, olhando de fora, tudo é sempre muito mais bonito.

Alguns corredores cometem erros na sua alimentação rotineira. Erros que podem trazer alterações negativas na performance, mas que são facilmente mudados. Hoje vamos falar sobre cinco desses erros.

1 – Não reconhecer a importância de uma boa nutrição

A atividade física, seja ela qual for, gera alterações no corpo. Queda de estoque de nutrientes, microlesões musculares e oxidação celular, para citar algumas. Para repôr os nutrientes perdidos, recuperar os músculos e combater o envelhecimento das células para uma nova sessão de treinamento (uma boa sessão), devemos comer alimentos que vão nos ajudar a fazer isso e não alimentos que só irão estressar e inflamar ainda mais nosso organismo.

Escolher bons alimentos vai melhorar sua performance, agilizar sua recuperação muscular, repôr os estoques de glicogênio, fornecer antioxidantes importantes para as células e fazer todo seu esforço físico valer a pena.

2 – Achar que barras e shakes substituem uma refeição

Barras energéticas e/ou de proteínas, assim como as bebidas do mesmo gênero são suplementos e devem ser usados como tal. Pensar que esses produtos (sim, produtos!) substituem uma refeição com comida de verdade é erro comum e bem grande.

Esses produtos devem ser usados de forma pontual e, de preferência, indicados por um/uma nutricionista. Todos estamos fadados a momentos de imprevisto e podemos optar por comer algo desse nicho esporadicamente. Porém isso deve ser feito apenas nesses momentos e também de forma orientada. É para não passar por esses momentos que planejamos lanches e refeições com comida de verdade. Por falar nisso, pessoas que fazem treinos baixos em intensidade e/ou volume não necessitam desses recursos. Comam comida.

3 – Não comer nada antes de um treino ou prova

O tempo do treino/prova está diretamente ligado ao que você terá de opções para ingerir antes. Dependendo do intervalo que você terá entre a refeição e a corrida em si, você terá opções que digerem mais rápido ou mais devegar. Mas simplesmente não comer, não é uma opção. Principalmente para os praticantes de longas distâncias, com sessões de treinamento e provas acima de 1 hora. Planejar as refeições anteriores à esses momentos é imprescidível para reduzir fadiga, melhorar o rendimento e não sentir fome durante a corrida.

4 – Não dar importância adequada à hidratação

Essa é clássica. Tem muito corredor que acha que pode correr sem beber água. “É só uma horinha”. Mesmo em treinos de até 60 minutos a hidratação deve ser feita de forma adequada. Antes, durante e depois. Como ela será feita vai depender de alguns fatores como temperatura local e taxa de sudorese, por exemplo.

Mas não é porque você não sua muito que você não precisa beber nada, assim como não é porque você fica encharcado depois de meia hora que você precisa beber 2 litros de água na primeira hora de treino. Hidratar pouco ou hidratar demais gera riscos não só para a performance como para a saúde!

5 – Demorar muito para comer algo após a corrida.

Ninguém precisa terminar a prova direto na mesa do restaurante, mas demorar mais de 40-60 minutos para repor nutrientes perdidos não é indicado. Fazer pequenos lanches após uma corrida ou treino ajuda na reposição de glicogênio e na recuperação do músculo.

Você pode fazer uma grande refeição algumas horas depois, mas é importante ingerir algo nessa primeira hora. Inclusive para não chegar na hora do almoço, por exemplo, com uma enorme fome e acabar comendo muito mais do que precisaria.

Coma bem e treine bem! 😉

Qualquer dúvida, converse com seu/sua nutricionista.

 

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